quarta-feira, 8 de agosto de 2012

“O filme é sobre superar obstáculos” revela Katy Perry em coletiva no Rio de Janeiro




 “O filme é sobre superar obstáculos” revela Katy Perry em coletiva no Rio de Janeiro

Cantora veio a cidade maravilhosa divulgar seu documentário Part of Me que estréia nessa sexta.


A cantora Katy Perry de 27 anos, desembarcou no último domingo no Rio de Janeiro para promover seu filme Part Of Me, documentário que mostra os bastidores da sua turnê “California Dreams”. Katy que esteve hospedada no hotel Fasano em Ipanema, Zona Sul do Rio logo atraiu dezenas de fãs que se aglomeraram na porta do hotel na esperança de vê-la da sacada que distribuiu beijos e corações , sempre muito simpática.


 Katy chegou atrasada à coletiva dizendo que não estava conseguindo dormir por conta dos sons maravilhosos vindo de fora do hotel e que seus fãs sabem como deixá-la acordada.

Confiram o que rolou na coletiva, onde Katy Perry demonstrou toda a sua simpatia e bom humor.

Já vimos filmes sobre shows antes e quando você começou esse projeto, você tinha alguma regra sobre o que não queria fazer?

Em 2010, eu sabia que algo estava acontecendo mas não sabia que tocaria em lugares tão grandes como em estádios que suportariam mais de mil pessoas, então eu pensei que deveria documentar tudo para mostrar para os meus filhos. Mas também pensei por que não filmar tudo? Nada no filme é recriado, só editamos algumas horas.

Quando você decidiu colocar os assuntos pessoais no filme e por que?

Eu sempre decidi fazer desse filme pessoal. Eu não sabia que seria tão pessoal, em especial naquele ano (2011). Mas decidi manter tudo no filme mesmo que algumas situações fossem difíceis para mim de assistir, assim as pessoas possam ser encorajadas pela própria vida, algo pelo que estão passando, que seja único e ver como elas se sentem. Para  elas verem algo parecido para poderem superar e seguir em frente.

Você disse que a sua música favorita no álbum “Teenage Dream” é “Pearl”. Se você fosse fazer um vídeo clip sobre essa música, como seria?

Eu penso em fazer clips de Pearl e It’s Not like the movies, mas eu sempre tenho uma visão para a minha música e teria uma bem grande para Pearl. Provavelmente não seria apropriado dizer em voz alta e é por isso que eu ainda não fiz. Acho que seria no estilo daqueles vídeos que começariam do final, voltaria para o refrão e eu seria uma espécie de sereia.

O Rio foi eleito um dos 10 destinos gays do mundo. E você tem fãs gays...

E pessoas com quem trabalho...

... Você lutou com isso no inicio por conta da sua formação religiosa?

Eu cresci em uma atmosfera não tolerante e eu não entendia o porque. Eu era sempre a criança que perguntava tudo. Por que? Por que tenho que fazer isso? Porque tenho que ter fé? O que é fé? Então, eu insistia muito em achar respostas e eu deixei o meu ninho aos 17 anos, e comecei a experimentar coisas sozinha e me dei conta que aquilo não era a minha perspectiva. Só porque vim de um certo lugar, não é o que eu acredito. Eu acredito em qualidade, acredito em tolerância, acredito nessas coisas sem me importar com a preferência sexual, quem você é e do que você gosta. Meus pais estão mais abertos e aceitam melhor hoje em dia.
(Foto: Divulgação)
O público de São Paulo foi o maior público de toda a sua turnê, você imaginava que o povo brasileiro gostasse tanto da sua música?

Os brasileiros são pessoas muito apaixonadas, eu não sei o que vocês colocam na água (risos), mas eu tenho fãs tão dedicados, intensos de uma maneira adorável eu espero, e eles sempre me deixam mensagens no Twitter, sempre em português. Meus fãs brasileiros foram uma parte tão importante no filme porque eu precisava de apoio naquela época que eu estava aqui para o Rock in Rio e me apresentando em São Paulo. E eles me apoiaram porque eu estava destruída (por conta da separação com o comediante Russel Brand já que ele havia entrado com o pedido do divorcio uma hora antes do show de São Paulo). Quando pensei na premiere pelo mundo para esse filme, eu pensei: “Meus fãs brasileiros me apoiaram quando precisei, então eu acho importante trazer o filme pessoalmente, algo especial para eles, pelo apoio.”

Você fala muito sobre contos de fadas, em que você revive eles quando quer mas acho que eles vão acabar um dia.

Acho que você pode fazer o que quiser , ser fiel a si mesma, e contos de fada para mim mudaram para eu posso fazer meu próprio final feliz, eu não preciso de um príncipe encantado para isso. Mas eu acredito em boas pessoas e é isso que tento fazer com a minha vida.

Defina a Katy de antes e depois do álbum “Teenage Dream”.

Eu ainda sou praticamente a mesma, especialmente com o meu cabelo que sempre muda, mas estou voltando ao básico, voltando as minhas raízes, e fico pensando no próximo álbum e é muito importante para mim lembrar porque eu comecei tudo isso, não porque eu queria estar aqui comemorando, ser uma celebridade mas eu queria me expressar através da minha música e canções, o que me lembra o começo antes do álbum “Teenage Dream” sair, de como era excitante e agora sou mais realística.

Como você vê a sua intimidade exposta na tela grande para outras pessoas? Incluindo seus altos e baixos?

As vezes não é divertido ver porque já vivi aquilo e você só quer viver aquele tipo de dor uma vez mas se eu puder dividir isso como um exemplo, que eu aprendi e tentei fazer tudo com delicadeza, honestidade, integridade e respeito.

(Foto: Divulgação)
Fale sobre o pôster do filme. O que significa para você?

Essa sou eu sonhando, talvez com 16 anos, como acontece com muitas garotas que sonham em ser cantoras e dançarinas. Elas fecham a porta, colocam algo atrás da porta para ninguém entrar, pegam a escova de cabelo e cantam e dançam pelo quarto como se ninguém estivesse olhando e eu espero que ninguém estivesse mesmo olhando. E essa é a realidade, eu no palco com o figurino da turnê “California Dreams” com o meu microfone. Você não é uma verdadeira popstar se não tiver um microfone com glitter. E cabelo azul, por que não? Mas é como se eu tivesse realizado meu sonho.

Que conselho você daria para aquelas meninas que sonham em ser como você?

Eu sempre fui ambiciosa e nunca aceitei um “não” como resposta, eu iria dizer para parar de prestar tanta atenção nos meninos mas é deles que pego o meu melhor material.

 Esse é o seu primeiro filme? E você gostaria de ser atriz algum dia?

Acho que seria interessante e divertido mas é muito trabalho e eu não quero ser chata. Só porque você é bom em uma coisa, signifique que você vai ser bom em tudo. Eu teria que estudar, me dedicar. Teria que ser cuidadosa porque tem vários atores incríveis por ai, e eu não quero envergonhar nenhum deles.

Teve algo que você não pôde controlar no documentário?

Eu tenho muitas opiniões sobre tudo e escolhi ótimas pessoas para estarem do meu lado o que é essencial porque tem pessoas que são como parasitas e gostam de te sugar. As vezes eu via cenas minhas e eu estava horrível, e depois me dava conta do que aquilo significava.


Sua avó é tão fofa. Ela é a sua inspiração?

Eu devia dizer que não estaria aqui se não fosse por ela. Ela é tão engraçada, eu estava com ela em Miami, ela tem 91 anos e estava comigo e com os meus amigos. Então, ela se senta perto da piscina, fala sobre a vida, conta histórias e não leva desaforo de ninguém.

De quem foi a ideia de colocar a parte do divorcio no filme e qual foi a inspiração do clip “Parto f Me”?

A minha inspiração para o clip veio dos marinheiros e eu queria que a história fosse sobre uma mulher que passa por uma situação e está fraca, e essa mulher quer recuperar sua força física, então ela entra para a marinha e recupera sua força interior.

A ideia foi minha porque eu acho que se tirasse essa parte do filme, as pessoas pensariam “O que a Katy Perry está tentando esconder?” E eu não sou esse tipo de pessoa, eu queria tirar logo o elefante branco do lugar. Ano passado eu estava no momento mais importante do meu sonho e ele é esmagado. E eu tenho que me levantar. No filme você vê umas três vezes eu me levantando e isso é um simbolismo. Tenho que ser agradecida pelas oportunidades. O filme é sobre superar obstáculos e era o que eu queria mostrar, mas nem sempre é divertido de mostrar.

Você já se acostumou com as exigências da indústria fonográfica?

Eu entendo a responsabilidade, entendo como as minhas ações afetam outras pessoas e como nem sempre posso ser casual sobre certas coisas. No momento tento coletar pedaços de mim para o próximo álbum. Eu sempre componho músicas para mim e pelo que eu passei.
(Foto: Divulgação)
O que te motivou a dar continuidade ao show de São Paulo?

Eu me dei conta que não era problema do público. Seria egoísta da minha parte já que todos esperaram por tanto tempo. Eu precisei separar o pessoal do profissional e apertar o pause por duas horas. Meus fãs me deram apoio então eu não ia puni-los.

Você disse que não assistia Os Smurfs quando criança. Como você se preparou para dublar a Smurfette no filme de 2011? E você descobriu o que os seus fãs gritavam no show de São Paulo?

De alguma maneira eu sempre quis ser a Smurfette e quando me chamaram eu pensei “Meu circulo rebelde se completou.” Eu li o script e achei ela bem doce, e adoro esse tipo de filme que reune as famílias, foi fácil para mim e agora estou fazendo Smurfs 2 que também é ótimo e engraçado. Sobre os fãs, naquele momento eu não sabia o que eles diziam mas podia sentir e foi a cola que eu precisava e por isso eu voltei ao Brasil para pagar a dívida.

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